Baleia Jubarte é encontrada morta entre Ubatuba e Caraguá

Neste fim de semana, uma baleia Jubarte foi encontrada morta flutuando no canal entre Ubatuba e Caraguá. Ontem, pela manhã,  a equipe do Instituto Argonauta conseguiu localizar e se aproximar do animal, que é um macho com cerca de 13 metros e já se encontra em estágio avançado de decomposição.

Depois de coletar amostras de material biológico, os técnicos do Instituto iniciaram o processo de ancoragem. A técnica criada por Hugo Gallo Neto, oceanógrafo e presidente do Instituto Argonauta, evita que a Baleia seja levada pela corrente até a região costeira.

“Estamos muito satisfeitos por ter conseguido iniciar o processo de ancoragem do animal, antes que ele fosse levado para uma praia sem acesso, ou mesmo até uma área em que há fluxo de banhistas, moradores e turistas em geral”, conta Danilo Camba, biólogo e gerente de operações do Instituto.

Segundo Gallo, a técnica de ancorar o animal tem se mostrado uma melhor relação custo benefício, pois baleias encalhadas em praias com alta densidade de banhistas (como é muito comum no Litoral Norte), causam um enorme transtorno e grande investimento em dinheiro.

“Ancorá-las enquanto ainda flutuam em locais que não afetam a navegação e que sejam desabitados, foi a solução encontrada por nós de melhor custo benefício. Pois um barco com uma equipe de três pessoas, da conta do serviço. Sem falar que o corpo em decomposição da baleia cumpre seu papel natural de aporte de nutrientes no ambiente marinho”, explica Gallo.

O oceanógrafo alerta para possível ocorrência de predadores como tubarões e orcas no local. “Embora aqui no Litoral Norte nunca tenhamos, ao longo destes 20 anos, verificado a ocorrência de tubarões no entorno de baleias mortas boiando, fica aqui o alerta. Já que, em diversos lugares, há relatos de tubarões se alimentando da carcaça de baleias”.

Outro alerta da equipe está relacionado a possíveis acidentes envolvendo embarcações. “Baleias à deriva podem ser um grande risco à navegação em especial para barcos que trafegam a noite. Desta forma, toda vez que ancoramos uma baleia numa costeira e avisamos a Marinha, além de uma correta destinação ao corpo do animal, podemos estar evitando acidentes no local”, enfatiza Gallo.

Fonte e foto: Instituto Argonauta

 

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