Campanha “Pilhas de Pilhas” arrecada mais de 300 kg do produto em Ilhabela

A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Educação, encaminhou cerca de 300 kg de pilhas e baterias usadas, coletadas na campanha “Pilhas de Pilhas”.

O material foi encaminhado para a empresa Clog Soluções em Logística Reversa e Reciclagem, de São José dos Campos, que dará a destinação correta do material. “Vivemos em uma ilha, que além do mar que nos cerca, também somos rodeados pela natureza e precisamos preservá-la. As pilhas quando descartadas no nosso meio ambiente, prejudicam a água e o nosso solo. Fico feliz pela quantidade coletada e pela preocupação da população em levar esse material para um local adequado”, declarou o prefeito Márcio Tenório.

Na campanha do ano passado, foram coletados cerca de 270 kg desse material nocivo ao meio ambiente e à saúde. “Conseguimos coletar mais de 300 kg de pilhas, trinta a mais que no ano passado”, disse a coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Educação, Flávia Janaína.

A secretária Yeda Lopes, destaca que a educação ambiental da secretaria de Educação tem se empenhado nas ações que conscientizam as crianças e beneficiam o meio ambiente. “Este ano, além da campanha de pilhas, tivemos a campanha ‘Água e Óleo não se misturam’, a continuação da ‘Horta nas Escolas’, as composteiras do projeto ‘Resíduo Zero nas escolas’, plantio de árvores, e recentemente a instalação de um biodigestor na E.M. Paulo Renato”, ressaltou. 

Pilhas e Baterias

Apesar da aparência inocente e pequeno porte, as pilhas e baterias de celular são hoje um problema ambiental.

Classificadas como resíduos perigosos e compostas de metais pesados altamente tóxicos e não biodegradáveis, como cádmio, chumbo e mercúrio, depois de utilizadas, a maioria é jogada em lixos comuns e vai para aterros sanitários ou lixões a céu aberto.

A problemática está na forma como são eliminados e o consequente vazamento de seus componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d’água e o lençol freático, atingindo a flora e a fauna das regiões circunvizinhas. Através da cadeia alimentar, essas substâncias chegam, de forma acumulada, aos seres humanos.

Entre as baterias, as mais nocivas ao meio ambiente e à saúde pública, são as compostas por chumbo (baterias de carro, além de serem usadas em indústrias e em filmadoras), níquel-cádmio (usadas em telefones sem fio, celulares, barbeadores, etc) e o óxido de mercúrio (usadas em instrumentos de navegação e aparelhos de instrumentação e controle), daí ser essencial a necessidade de devolvê-las aos fabricantes para um destino adequado.

Já os demais tipos, isto é, as comuns (feitas de zinco e manganês, usadas em brinquedos, rádio relógios, walkmans, máquinas fotográficas, controles remotos etc); alcalinas (de alcalina e manganês, usadas em brinquedos, rádio relógios, máquinas fotográficas, controles remotos etc.), níquel-metal-hidreto, zinco e lítio (estas usadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebooks), além do íon-lítio (usadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras, notebooks e também em Ipods), têm um impacto menor. Entretanto vale ressaltar que, nem por isso, deixam de causar algum dano caso não seja dado um destino correto.

Portanto, a reciclagem é uma maneira de reaproveitar os materiais e ainda poupar o meio ambiente e a saúde. Para tanto, basta atentar-se para algumas dicas que são diferenciadas para as pilhas novas e usadas. 

Pilhas novas: a dica é obedecer à informação dos fabricantes dos aparelhos, com relação à polos positivos e negativos das pilhas. Não misturar pilhas velhas com novas ou pilhas de sistemas eletroquímicos diferentes. Não remover o invólucro das pilhas.

Pilhas usadas: não guardar, principalmente de forma aleatória. No caso de ocorrer vazamento, lave as mãos com água abundante; se ocorrer irritação procure o médico.

Foto: Divulgação / PMI

Fonte: Prefeitura de Ilhabela

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