Em Ilhabela, reunião marca debate sobre travessia de balsa

A Prefeitura de Ilhabela convocou executivos da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), na tarde desta quarta-feira (22), para cobrar sobre as informações de falta de planejamento, informação, infraestrutura e sobre a má qualidade do serviço de travessia prestado após a semana de carnaval. Presentes na reunião, a UMEI (União Municipal dos Estudantes de Ilhabela), vereadores, Associação Comercial e secretários, também ponderaram sobre uma série de questões que, de acordo com eles, dificultam a rotina de moradores, estudantes e trabalhadores que utilizam a travessia diariamente, assim como interfere no turismo local.

Para o prefeito Márcio Tenório, a presença da empresa na cidade vem de encontro com a política assumida por ele. “Eu sempre disse que o nosso maior desafio é o de anteder as necessidades de quem utiliza o sistema todos os dias, a UMEI é a voz de uma grande parcela desses usuários e, quando há reclamação, mostra que algo não está funcionando como deveria. Sei disso porque já fui estudante e participei de manifestos na balsa, por isso, eles têm o meu apoio”, explicou o prefeito, ressaltando que todos precisam atuar em conjunto. “Não é o que o prefeito está fazendo, mas sim o que todos estão fazendo, porque precisamos estar imbuídos em resolver esse gargalo”, disse. Os estudante realizaram um protesto na última quinta-feira (16): relembre aqui.

Na ocasião, o presidente em exercício da UMEI, Caio Vinicius Lemos, apresentou ofício com uma série de reivindicações como: cumprimento de horários, inclusive os que se referem a travessia com duas embarcações; assentos e acomodações adequados para atender a capacidade de pedestres; mais embarcações operantes, a fim de diminuir as filas nos dois sentidos; melhor infraestrutura nos locais de espera para embarque e desembarque dos pedestres e prioridade para a travessia de estudantes nos dois lados (São Sebastião e Ilhabela). Os universitários também questionaram a necessidade em cumprir as recomendações da Normam (Normas da Autoridade Marítima para Serviço de Tráfego de Embarcações), sendo que as mesmas, segundo eles, não se aplicam aos demais veículos.

Segundo o presidente da Associação Comercial, Wilson Santos, a balsa é a porta de entrada da Ilha, e a equipe de trabalho mostrou no carnaval que tem capacidade para prestar um serviço adequado, mas para a surpresa de todos, logo após esse período, tudo voltou a ser o que era antes. “Ficamos à frente deste processo e, por isso, quando ocorreu o desserviço, a população taxou todas as nossas lutas como ações de marketing”, desabafou Santos.

O assessor de relações institucionais da Dersa, Ermes da Silva, explicou que a complicação na operação do sistema de travessia ocorreu por conta da quebra da embarcação FB25. “Tivemos um problema com a 25 pós-carnaval, que teve o seu motor quebrado devido a algum tronco ou algo similar no canal, foram quatro dias para recuperar a peça, mas resolvemos e vamos operar aqui com seis balsas”, disse, acrescentando que, de todos os pedidos propostos, tudo o que for possível será feito.

Osvaldo Julião, secretário de Governo solicitou que Dersa tenha um canal de comunicação mais eficiente com os munícipes. “O que falta é diálogo, acolhimento, mais informação. Conversem com a Associação Comercial para saber qual é a taxa de ocupação na cidade e, assim, poderem se preparar para atender a demanda. Informem melhor os usuários, tenham mais carinho pelos que precisam fazer esse trajeto”, solicitou. Já para o vereador Anísio Oliveira, a principal questão é realmente o dia a dia. “O verão foi um sucesso, e isso mostra que a empresa tem capacidade, mas uma semana depois o desrespeito voltou e a dor de cabeça também. A temporada acabou e a Dersa voltou a ser o que era antes”, lamentou.

O diretor de operações, Nilson Rogério Baroni, disse que algumas das questões apontadas causam vergonha, já que deveriam ser executadas na rotina da operação. “A limpeza geral e dos banheiros, a retirada da água da embarcação, são ações que precisam ocorrer sem que tenhamos problemas. São situações que nem precisaríamos falar, é uma obrigação, um dever da empresa contratada”, justificou. Aproveitando a fala, o vereador Gabriel Rocha, destacou a necessidade de ter em todas as embarcações, estrados para evitar que os pedestres molhem os pés durante a travessia. “Tiraram estes suportes e não colocaram de novo, é uma ação simples, mas que faz muita diferença para quem utiliza o sistema”, lembrou.

Márcio Tenório aproveitou a oportunidade para entregar aos presentes uma série de reclamações postadas nas redes sociais e informar que, junto com a bancada de deputados, e o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, Ilhabela está pleiteando um melhor orçamento para a travessia no próximo ano. “Neste primeiro momento, trabalhamos este documento com a bancada paulista de deputados, mas vamos precisar do apoio das duas câmaras, já que o orçamento que a Dersa disponibiliza para travessias não é apenas para São Sebastião. Hoje, para investimentos em melhorias aqui, são necessários R$ 60 milhões ao ano, e a empresa só recebe o repasse de R$ 35, ainda faltam R$ 25, e é neste propósito que estamos trabalhando”, exemplificou o prefeito, acrescentando que o documento proposto será assinado pelos quatro prefeitos do Litoral Norte.

Trocas de pontes e passarelas

Os representantes da empresa aproveitaram para informar aos presentes que já está no cronograma a troca das pontes e passarelas de acesso à travessia. “Vamos trocar as duas pontes, começando por Ilhabela e depois São Sebastião, entre os dias 2 e 12 de abril, depois vamos fazer a troca das quatro passarelas, entre os dias 2 e 30 de maio”, apresentou Nilson Baroni.

Fonte: PMI

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