São Sebastião: Festa da Folia de Reis do Morro do Abrigo reúne mais de mil pessoas

(Foto: Rosangela Falato)

“Cresci com a Folia de Reis. Ela está no meu sangue. Meu pai, que era de São José do Barreiro, trouxe a tradição e hoje ela é a raiz do Morro do Abrigo”, afirmou, emocionado, José Celso, 52 anos, filho de Mario Cândido Oliveira, criador da mais antiga Folia de Reis de São Sebastião. A lembrança do pai e sua importância para a manutenção da tradição cultural emocionou todos os representantes do grupo e moradores que participaram sábado, 16, da “Festa da Folia de Santos Reis” que atraiu mais de mil pessoas.

A realização da festa com jantar para toda a comunidade e visitantes é uma tradição que acontece sempre em janeiro no bairro. O momento mais importante é a passagem da coroa para os festeiros que se responsabilizarão pelos eventos e arrecadações de recursos e doações para a continuidade da festa a cada ano, explicou Celso.

Ele destacou o empenho de todos os amigos, moradores e do grupo, com cerca de 22 integrantes, que mantém a Folia de Reis sob a coordenação de Laurindo Rosa dos Santos. A festa da comunidade, que recebe visitantes de várias cidades do Litoral Norte e Vale do Paraíba, teve início às 16h30 com cortejo pelas ruas do bairro e cantoria após a chegada ao local da festa.

As celebrações só foram interrompidas para o jantar e depois retomaram às 22 horas e encerrando com a passagem da coroa onde o Rei e Rainha de 2015 entregaram os símbolos para os novos festeiros. Depois, a festa continuou com muita música e forró animando moradores e visitantes do Morro do Abrigo.

Emoção

O criador da Folia de Reis na cidade faleceu no ano passado aos 79 anos. Por isso, a emoção foi mais forte ainda entre a comunidade. José Celso, um dos 11 filhos de seu Mário Cândido, disse que ele estará vivo na tradição da Folia de Reis do Morro do Abrigo. “Ele será sempre o grande cantador, o grande mestre. Aprendi tudo com meu pai”, disse Celso que mantem essa cultura nos bairros do Canto do Mar e Jaraguá, na Costa Norte.

Seu maior sonho é poder ter uma escola no bairro para ensinar a Folia de Reis às crianças. Tínhamos a Congada, o Moçambique e não temos mais. É preciso resgatar toda essa cultura. Assim, a tradição poderia ser mantida com força de geração em geração”, afirmou Celso.

De origem portuguesa, a Folia de Reis chegou ao Brasil na época da colonização. Durante os festejos, os grupos saem em procissão, levando as bênçãos do menino Jesus às pessoas que, por sua vez, os recebem em alusão à visita dos três Reis Magos após o seu nascimento.

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